quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Actas do órgão executivo

Segundo parece das actas da Câmara Municipal de Almada apenas consta o teor das deliberações assumidas e nem uma linha sobre o conteúdo das discussões entre os vereadores.

Ou seja, nada se sabe acerca da fundamentação que levou àquele resultado.

Mas, sendo a Câmara Municipal um órgão colegial, deveria ter um regimento de funcionamento e a redacção das suas actas obedecer aos mesmos trâmites das suas congéneres da Assembleia Municipal.

É que, executivo e deliberativo são ambos órgãos colegiais autárquicos e, como tal, têm regras semelhantes (direi mesmo idênticas) em relação ao formalismo a que o relato escrito das sessões (isto é, as actas) deve obedecer.

Aliás, nesse sentido aponta o facto de as orientações sobre a redacção das actas (artigo 92.º da Lei n.º 169/99, de 18-09, actualizada pela Lei n.º 5-a/2002, de 11-01) fazerem parte do Capítulo V intulado "Disposições comuns".

Espero que a nossa vereadora alerte o executivo para mais esta imprecisão (para não dizer ilegalidade) e que as coisas se passem a efectuar nos exactos termos da lei.

domingo, 1 de novembro de 2009

Regimento do "faz de conta"?

Já me tinha apercebido que a maioria dos deputados municipais desconhece a importância do regimento e, por isso, o votam "de cruz", que é como quem diz "de olhos fechados", sem analisar o seu articulado. Disso dei nota no artigo que escrevi recentemente no meu blogue pessoal INFINITO'S. Uma atitude que considero pouco digna, embora possam existir atenuantes, e que denota não só a falta de formação dos eleitos como, sobretudo, o seu desinteresse por aquelas que consideram matérias menores (as quais não lhes tiram o sono, como houve quem me dissesse).

Apesar disso, não consegui deixar de ficar deveras chocada quando dois membros da Assembleia Municipal (eleitos pelo segundo mandato consecutivo) me confessaram, assim, despudoradamente (como se eu é que estivesse errada), que nunca tinham lido, sequer, uma única letra daquele documento... mesmo assim tinham votado a favor.

Pergunto: como é possível aprovar um regimento nestas condições? Que credibilidade nos oferecem as deliberações de um órgão que, ao que tudo indica, "vota por tradição" o seu documento normativo? (dizem: mas se sempre foi aprovado por unanimidade é porque está bem... levantar problemas para quê?)... para que serve, afinal, a comissão (ou grupo de trabalho) que no início de cada mandato tem a incumbência de rever o regimento se acaba por deixar passar erros crassos do ponto de vista legal?


Refiro-me ao alargamento do prazo para efeitos de resposta da Presidente da Câmara aos requerimentos dos deputados, ultrapassando o limite máximo de tempo previsto na lei (como exemplifiquei no artigo atrás citado).

É que se há matérias que a própria Lei n.º 169/99, de 18-09 (na redacção da Lei n.º 5-A/2002, de 11-01), prevê que o regimento disponha de forma diferente (como é o caso dos artigos 10.º, n.º 4; artigo 46.º, n.º 4 e artigo 90.º, n.º 1), esta questão dos prazos é imperativa , portanto, os deputados municipais apenas poderiam reduzir o número de dias do prazo máximo e nunca ultrapassá-lo.

Custa-me, de facto, compreender esta situação... mais sabendo que havia vários juristas entre os membros da Assembleia Municipal no mandato anterior. O que evidencia ainda mais a forma algo leviana como este documento acabou sendo aprovado.

Não temos de ser especialistas em todos os assuntos em agenda. Isso é completamente impossível. Mesmo trabalhando em equipa, com o apoio regular de bons assessores, a complexidade de algumas matérias é notória e o tempo disponível para analisar muitas das propostas é escasso, ficando muita coisa por esclarecer. Mas o regimento é uma peça basilar. Ele é, indiscutivelmente, o documento que nenhum deputado municipal pode alegar desconhecer (e com isto não quero dizer que tenha de saber de cor o seu articulado, como é óbvio) pois é lá que estão consignadas as regras de funcionamento do respectivo órgão, as suas atribuições e competências, assim como os direitos e deveres das partes. Como é possível não lhe dar importância?

Por isso, não é de estranhar que outras irregularidades sejam cometidas no que toca ao seu cumprimento e ninguém dê por nada (ou finja que não dá) ... se do lado da CDU é uma atitude conveniente, já não posso aceitar o mesmo em relação à oposição que acabou por ser conivente com certos procedimentosde desrespeito pelo regimento.

Sei que vou ter pela frente uma tarefa árdua (de apontar os erros num documento aprovado por unanimidade, não sendo eu jurista) mas estou preparada para a assumir... para já vou ler de "fio a pavio" o regimento.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Tomada de posse

Foi hoje a tomada de posse dos órgãos autárquicos do município, Assembleia e Câmara Municipal. A cerimónia decorreu na Academia Almadense, pelas 21:30h. A sala do antigo cinema estava ceheia de público... pena é que assim seja apenas nesta sessão e, depois, o inteesse vá esmorecendo.

Estava um pouco nervosa pois, para mim, esta é uma nova responsabilidade que levo muito a sério.

Achei o discurso da Presidente da Câmara demagógico e cheio de recados para o interior do seu partido. Assim como as palavras do Presidente da Assembleia, enaltecendo o funcionamento exemplar deste órgão deliberativo, me fizeram logo lembrar do Pinóquio: ou não fosse ele próprio um dos membros que nem sequer cumpre os termos do regimento, como já denunciei no INFINITO'S.

A destacar: a vergonha que foi quatro dos primeiros candidatos da lista do CDS (do 2.º ao 5.º) terem renunciado ao mandato antes mesmo de tomarem posse tendo o lugar do segundo autarca sido assumido pelo 6.º membro não eleito. Um facto inacreditável!

Finalmente, não posso deixar de me congratular por um outro facto inédito (algo que nunca tinha acontecido desde o 25 de Abril, julgo eu): a CDU convidou o PS para fazer parte da Mesa da Assembleia Municipal cabendo à minha amiga Odete Alexandre o desempenho do cargo de 2.ª Secretária. Por isso, o meu voto (e dos meus camaradas do BE) foi favorável, como não podia deixar de ser.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Resultados definitivos

Agora que a Assembleia de Apuramento Geral terminou o seu trabalho, os resultados até aqui proviórios, corrigidas algumas imprecisões, passaram a definitivos e são os que a imagem acima documenta.

Em Almada ficou, pois, tudo na mesma, ou quase tudo. A CDU mantém o número de deputados e o Bloco de Esquerda também: 14 e 3, respectivamente. Em contrapartida o CDS foi o único partido que subiu (passou de zero para dois deputados).

De notar que, tal como no mandato anterior, devido aos cargos por inerência (os Presidentes de Junta), assistimos a um empate técnico: 22 deputados da CDU e 22 da oposição (PS, PSD, BE e CDS).

E, finalmente, conseguimos eleger a nossa vereadora!! Tirámos a maioria absoluta à CDU na Câmara Municipal, o que é uma grande vitória. Ficámos com responsabilidade acrescida mas estou convicta de que não iremos defraudar quem confiou em nós.

Viva o Bloco de Esquerda... A esquerda de confiança que faz a diferença!

domingo, 11 de outubro de 2009

Estou na Assembleia Municipal


Acabei de ter a confirmação de que fui eleita para a Assembleia Municipal de Almada (além de também ter entrado para a Assembleia de Freguesia de Cacilhas).


Esperam-me tempos difíceis. Com trabalhos redobrados.

Mas aceitei o desafio sabendo, de antemão, o que me esperava. Sei, portanto, que não será fácil desempenhar esta dupla tarefa, todavia estou pronta para ir em frente!

Além disso, sempre ouvi dizer que "quem corre por gosto não se cansa" e como eu gosto imenso (aliás, adoro!) a política e gestão autárquicas (nas suas diversas vertentes) espero conseguir cumprir, com êxito, todas as tarefas que me venham a ser confiadas.


Obrigada a todos os que votaram no Bloco de Esquerda.